| CAMPEÃO DE TUDO

O Internacional é o primeiro clube brasileiro a conquistar a Copa Sul-Americana. Não foi fácil, após um começo de incertezas, o clube soube se superar e assim, passar fase a fase até chegar a final e tornar-se o único clube brasileiro a possuir todos os títulos nacionais e internacionais possiveis atualmente. Confira abaixo como foi a campanha colorada:

-Estréia colorada na Sul-Americana no Gre-Nal termina em 1 a 1

O Inter enfrentou de cara o seu arqui-rival, o Grêmio, na primeira fase. O primeiro jogo foi disputado no Beira-Rio no dia 13 de agosto e acabou empatado em 1 a 1. Daniel Carvalho abriu o placar, de pênalti, no segundo tempo, mas o Grêmio chegou ao empate quatro minutos depois. Apesar da pressão colorada em busca do gol da vitória, o clássico de número 371 acabou com igualdade no placar.
Internacional (1): Clemer; Índio, Sorondo (Marcão) e Bolívar; Wellington Monteiro (Rosinei), Edinho, Guiñazu, D´Alessandro e Gustavo Nery; Daniel Carvalho (Luiz Carlos) e Adriano. Técnico: Tite. Grêmio (1): Marcelo Grohe; Léo, Thiego (Adílson) e Jean; Rudinei (Soares), Makelele, Amaral, Souza e Helder; André Luiz e Reinaldo (Rever). Técnico: Celso Roth. Gols: Daniel Carvalho (I), aos 14min do segundo tempo, Léo (G), aos 18min do segundo tempo. Cartões amarelos: Amaral, Jean, Tiego, Hélder, Adílson, Marcelo Grohe (G), Edinho (I). Público: 28.921 / Renda: R$ 619.895,00.
-Inter elimina Grêmio de novo

Pela quinta vez consecutiva, o Internacional passou pelo Grêmio em confrontos eliminatórios na noite desta quinta-feira ao empatar em 2 a 2 no Estádio Olímpico e avançar à próxima fase da Copa Sul-Americana graças ao saldo qualificado. Os gols colorados foram marcados por Nilmar e Índio, enquanto Perea e Soares fizeram os gols do adversário. Os gols da partida foram todos no 2°tempo. O Inter foi melhor em toda a 1° etapa, porém, não conseguiu traduzir sua superioridade em gols. Na próxima fase, o time colorado enfrenta o vencedor da série entre Universidad Católica e Olímpia.
No primeiro jogo, no Chile, o Universidad goleou por 4 a 0.
Grêmio (2): Marcelo Grohe; Léo, Jean e Amaral (Adílson); Makelele (Perea), William Magrão, Rudinei (André Luiz), Orteman e Helder; Souza e Soares. Técnico: Celso Roth. Internacional (2): Clemer; Índio, Bolívar e Marcão; Ricardo Lopes, Magrão (Andrezinho), Guiñazu, D´Alessandro (Edinho) e Gustavo Nery; Taison (Daniel Carvalho) e Nilmar. Técnico: Tite. Gols: Nilmar (I), aos 2min do segundo tempo, Índio (I), aos 25min do segundo tempo, Perea (G), aos 38min do segundo tempo, e Soares (G), aos 43min do segundo tempo.
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-Inter empata no Chile e decide em casa

Ainda com o time em fase de reconstrução, após tantas saídas e contratações de jogadores, o time colorado estreou na fase internacional da Sul-Americana contra o Universidad Católica, do Chile. O primeiro jogo foi disputado em Santiago, no dia 25 de setembro. Como iria enfrentar o Grêmio pelo Brasileirão dias depois, o técnico Tite preferiu preservas alguns jogadores titulares. Com um time misto, o Inter arrancou um empate em 1 a 1. O gol marcado fora, por Adriano no finalzinho da partida, foi de grande valor na busca pela classificação à próxima fase.
Universidad Católica (1): Bujbasich; Valenzuela, González (Eros Pérez), Imboden e Acevedo; Medel, Ormeño, Vazquez e Mirosevic; Gutierrez e Barrientos (Caggiano). Técnico: Fernando Carvallo. Internacional (1): Clemer; Ricardo Lopes, Danny Morais, Bolívar e Marcão; Edinho (Magrão), Andrezinho, Rosinei (Ramon) e Taison; Adriano e Daniel Carvalho. Técnico: Tite. Gols: Barrientos (U), aos 43min do primeiro tempo, Adriano (I), aos 40min do segundo tempo. Cartões amarelos: Valenzuela (U), Rosinei, Andrezinho (I). Expulsão: D´Alessandro (I). Arbitragem: Roberto Silvera, auxiliado por Maurício Espinosa e Miguel Ángel Nievas (trio uruguaio). Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, Chile.
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-Empate com classificação

O Inter decidiu a vaga às quartas-de-final no dia 1º de outubro, no Beira-Rio. A partida foi disputada em um horário atípico, às 17h, já que o confronto foi transmitido para mais de 60 países. Alheia ao horário, a torcida colorada compareceu em bom número ao Gigante e viu a equipe do técnico Tite garantir a classificação com um empate sem gols em uma partida bastante disputada. O Inter avançava na Sul-Americana. Nas quartas-de-final, o Inter enfrentará o Boca Juniors, que eliminou a LDU (4 a 0 e 1 a 1) nas oitavas. O primeiro confronto será disputado no Beira-Rio, no dia 22 de outubro. A partida de volta ocorre no dia 5 de novembro, em Buenos Aires. Internacional (0): Clemer; Ricardo Lopes, Bolívar, Danny Morais e Marcão (Ramon); Edinho, Rosinei, Andrezinho (Guiñazu, Índio) e Taison; Adriano e Daniel Carvalho. Técnico: Tite. Universidad (0): Bujbasich; Valenzuela, Martinez, Imboden e Acevedo; Medel, Ormeño (Toloza), Vásquez e Mirosevic; Gutierrez e Barrientos (Ibarrola). Técnico: Fernando Carvallo. Cartões amarelos: Ricardo Lopes, Danny Morais, Taison (I), Toloza, Martinez (U). Público: 22.620 (20.116 pagantes) / Renda: R$ 456.285,00. -Alex destrói e colorado abre vantagem para jogar na Bombonera

O Inter se deparou com o Boca Juniors, que havia desclassificado nada mais do que a atual campeã da Libertadores, LDU. O colorado enfrentava pela terceira vez na história da Copa Sul-Americana o clube argentino. Nas edições de 2004 e 2005, o time colorado havia sido eliminado pela equipe xeneize. A história precisava ser diferente em 2008. Nada melhor do que largar com um 2 a 0 no Beira-Rio lotado no dia 22 de outubro. Alex marcou dois golaços de fora da área e encaminhou a classificação. D’alessandro e Alex foram os destaques do time vermelho.
Inter e Boca Juniors fizeram o primeiro duelo do campeão da Copa Libertadores em 2006 (Inter) contra o campeão da Copa Libertadores em 2007 (Boca).
Internacional (2): Lauro; Ângelo, Índio, Bolívar e Gustavo Nery (Marcão); Edinho, Magrão (Daniel Carvalho), Andrezinho (Sandro) e D´Alessandro; Alex e Nilmar. Técnico: Tite. Boca Juniors (0): Garcia; Barroso, Roncaglia, Forlin e Fondacaro; Muñoz, Chavez (Calvo), Gonzalez e Cardozo (Gaitan); Gracian e Figueroa (Noir). Técnico: Carlos Ischia. Gols: Alex (2, I), aos 4min do segundo tempo e aos 43min do segundo tempo. Cartões amarelos: Gustavo Nery, Alex, D´Alessandro (I), Roncaglia, Forlin, Gracian (B). Expulsão: Noir (B). Público: 36.640 (33.570 pagantes) / Renda: R$ 820.595,00.
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-A BOMBONERA VIROU O BEIRA-RIO

O Inter foi para Buenos Aires com o objetivo de fazer um grande jogo na mítica Bombonera, no dia 6 de novembro. Desde os primeiros minutos, ficou nítido que o time colorado estava disposto a conquistar sua primeira vitória na casa dos argentinos. No placar dos 180 minutos de jogo, os colorados saíram do confronto das quartas-de-final com a vitória de 4 a 1 e estão na semifinal da Copa Sul-Americana.

Com um futebol de extrema aplicação e garra, o Inter abriu o placar com Magrão no começo do segundo tempo. O Boca Juniors empatou com Riquelme, através de um pênalti inexistente assinalado pelo árbitro Oscar Ruiz. Mas o Inter superou tudo. Passou por cima dos erros da arbitragem e soube suportar a pressão na Bombonera. Aos 27min, D'Alessandro fez grande jogada pela esquerda e tocou na medida para Alex marcar o gol da vitória: 2 a 1. Inter classificado com um vitória incontestável sobre o multicampeão argentino. O fantasma da Bombonera estava exorcizado. O jogo foi marcado pelos gritos de olé dos mais de dois mil colorados presentes.

"Foi impressionante. Estou muito feliz por tudo que o Inter fez em campo. A torcida que veio até aqui também está de parabéns", ressaltou Guiñazu. Boca Juniors (1): García; Barroso, Forlín, Muñoz e Calvo; Neri Cardozo (Viatri), González, Gaitán (Dátolo) e Gracián (Riquelme); Mouche e Figueroa. Técnico: Carlos Ischia. Internacional (2): Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão (Rosinei), Guiñazu e D'Alessandro (Gustavo Nery); Nilmar e Alex. Técnico Tite. Gols: Magrão (I), a 1 min do segundo tempo, Riquelme (B), de pênalti, aos 12min do segundo tempo, Alex (I), aos 27min do segundo tempo. -Inter vence Chivas em Guadalajara

Após as vitórias contra o Boca, o time colorado começava a despontar e jogar um futebol brilhante. O clube já era apontado para muitos comentaristas, como o favorito ao título da copa. Porém, a luta por uma vaga na inédita final começou em Guadalajara, no México, contra o Chivas, no dia 12 de novembro. O Inter conquistou um arrebatadora vitória de 2 a 0 no antológico Estádio Jalisco, que sediou jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970. Depois de um primeiro tempo bastante disputado, o time colorado chegou à vitória na etapa final, com gols de Nilmar e Alex.
Chivas (0): Hernandéz; Reynoso (Avila), Mejía, Ocampo e Esparza (Medina); Baez, Araujo, Solis (Fabian de la Mora) e Morales; Arellano e Santana. Técnico: Efraín Flores. Internacional (2): Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e Andrezinho (Rosinei); Alex (Sandro) e Nilmar (Taison). Técnico: Tite. Gols: Nilmar (I), aos 24min do segundo tempo; Alex (I), aos 33min do segundo tempo. Cartões amarelos: Araujo, Esparza, Reynoso, Mejía (C), Índio, Guiñazu (I).
-Inter é o primeiro brasileiro na final da Copa Sul-Americana

Com show no Beira-Rio, Inter goleia Chivas e está na final da Copa Sul-Americana O Inter está na final da Copa Sul-Americana. Pela primeira vez na história da competição, um time brasileiro chegava tão longe. Numa noite de quarta, no segundo jogo das semifinais, os colorados venceram o Chivas por 4 a 0. No primeiro jogo, a vitória havia sido por 2 a 0. Copa Sul-Americana. D'Alessandro (2) e Nilmar (2) marcaram os gols. Na soma dos resultados, o time colorado aplicou 6 a 0 nos mexicanos.
"Estamos conseguindo repetir a equipe e elevar o plano físico e tático. Ainda estamos aquém do que queremos, mas chegamos a uma grande final e temos a oportunidade de um grande título", avaliou o técnico Tite.
Internacional (4): Lauro; Bolívar, Índio (Danny Morais), Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e D´Alessandro (Andrezinho); Taison e Nilmar (Daniel Carvalho). Técnico: Tite. Chivas (0): Hernandez; Ocampo (Padilha), Reynoso e Mejía; Baéz, Araújo, Solis, Morales (Esparza) e Fabian (Ledezma); Medina e Santana. Técnico: Efrain Flores. Gols: D'Alessandro (2, I), de pênalti, aos 19min do primeiro tempo, e de falta, aos 36min do primeiro tempo, Nilmar (2, I), aos 43min do primeiro tempo e aos 25min do segundo tempo. Cartões amarelos: Araújo (C), D´Alessandro, Índio, Danny Morais (I). Expulsão: Medina (C). Público: 37.703 (34.280 pagantes) / Renda: R$ 848.500,00
-A verdadeira Batalha de La Plata: Heróico Inter vence Estudiantes com um jogador a menos

Com muita raça e uma grande atuação tática e técnica, o Internacional venceu o Estudiantes por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, no Estádio Ciudad de La Plata, no primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana. O gol foi marcado por Alex, em pênalti sofrido por Nilmar. O time colorado teve Guiñazu expulso aos 24min da etapa incial, mas soube segurar a pressão argentina e conquistou a importante vitória fora de casa. O Inter jogava pelo empate na partida da próxima quarta-feira (3/12), no Beira-Rio, para ficar com o inédito título.

Nesta difícil batalha impossível foi escolher o melhor jogador do Inter naquela noite de quarta-feira. Os destaques foram muitos. A começar pelo gol com o goleiro Lauro fazendo talvez a sua melhor partida pelo Inter justamente na hora decisiva. Lauro utilizou os seus mais de 1m90cm para efetuar grandes saídas do gol a partida inteira. Além disso, foi preciso nas intervenções nas cobranças de falta e chutes de média e longa distância.

Na zaga, a linha de quatro zagueiros foi perfeita, impedindo a pressão dos adversários. Pelo alto, Índio e Álvaro tiraram todas. Pelos lados, Bolívar e Marcão impediram que o time da casa chegasse à linha de fundo. E quando puderam, conseguiram apoiar o ataque. No meio, Magrão e Edinho compensaram a ausência de Guiñazu. Os dois lutaram e marcaram com grande eficiência, também conseguiram aparecer na frente.

O trio de ouro com Nilmar, D´Alessandro e Alex foi brilhante mais uma vez. Nilmar sofreu o pênalti decisivo do jogo, além de perturbar os zagueiros adversários o jogo inteiro. Alex marcou o gol da vitória e deu passe sensacional para Nilmar em lance anulado equivocadamente pela arbitragem. E D´Alessandro foi genial no meio-campo, principalmente na etapa final, tocando a bola, conduzindo, irritando os adversários, que não conseguiam tirar a bola dele.
Muito se falou sobre La Plata e a tradição do Estudiantes atuando em sua casa antes do confronto. Para se ter idéia, o time não perdia em casa há 43 partidas, desde 2007. Pois o Internacional foi a La Plata e derrotou os argentinos por 1 a 0 em uma partida com tons heróicos. Desde os 24 minutos do primeiro tempo, quando Guiñazu, foi expulso, o Inter atuou com um jogador a menos. O Inter superou todas as adversidades em campo e fora dele, a pressão de mais de 50 mil torcedores, os erros de arbitragem e saiu na frente nas finais da Copa Sul-Americana.
Estudiantes (0): Andújar; Angeleri, Alayes (Calderón), Desábato e Juan Díaz; Diego Galván (Moreno), Verón, Sánchez e Benítez; Salgueiro (Fernandez) e Boselli. Técnico: Leonardo Astrada. Internacional (1): Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e D'Alessandro (Sandro); Alex (Gustavo Nery) e Nilmar (Danny Morais). Técnico: Tite. Gol: Alex (I), de pênalti, aos 34min do primeiro tempo. Cartões amarelos: Guiñazu, Magrão, Lauro, Índio (I); Salgueiro, Desábato, Verón (E). Expulsão: Guiñazu (I).
-INTER, O PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO DA COPA SUL-AMERICANA

O Internacional é campeão invicto da Copa Sul-Americana! Em uma final eletrizante, o time colorado venceu o Estudiantes La Plata por 1 a 0 na prorrogação. Nilmar marcou o gol do título inédito. No tempo normal, o time de La Plata venceu por 1 a 0. O Inter é o primeiro clube brasileiro a erguer a taça da competição. Nos seus 99 anos, o clube conquistou todos os títulos que disputou.

O Internacional entrou em campo sob uma festa impressionante no Beira-Rio com centenas de sinalizadores vermelhos. A nuvem de fumaça lembrava a final da Copa Libertadores, quando o Inter bateu o São Paulo. O Gigante tremia com a força da massa colorada instantes antes do começo da decisão.
Foi uma final de arrepiar. No tempo normal, derrota por 1 a 0 para o Estudiantes La Plata. O resultado obrigou a realização de uma emocionante prorrogação de 30 minutos. Aos 8min do segundo tempo do tempo extra, Nilmar marcou o gol que garantiu a conquista do título inédito: 1 a1 a 0. O Inter foi o primeiro clube brasileiro a erguer a taça da competição. Nos seus 99 anos, o clube conquistou todos os títulos que disputou. Inter, campeão de tudo! 1, resultado que servia ao Inter, já que havia vencido o jogo de ida na Argentina por
Não foi à toa então que o site da Conmebol anunciou ser o Inter “o mais internacional dos clubes brasileiros”. Ninguém mais no país do futebol venceu Libertadores, Recopa, Sul-Americana e Mundial de Clubes FIFA.

Dentro do gramado, depois do jogo, o que se viu foi uma profusão de abraços, sorrisos, lágrimas de felicidade e muita festa. Os jogadores corriam como crianças em direção aos torcedores, que retribuía gritando o nome de cada um. O técnico Tite, com lágrimas nos olhos, fazia a questão de abraçar cada jogador, cada funcionário, numa emoção que se espalhava por todos os lados.

Depois da entrega da taça, o grupo saiu em uma volta olímpica de arrepiar. A taça passava de mão em mão por cada jogador. Quando chegou na frente da Popular, D´Alessandro parou bem em frente aos torcedores e ergueu. Os demais jogadores ergueram então o argentino para aparecer ainda mais o troféu aos torcedores. Um momento mágico.

D´Alessandro, que, por sinal, entrou no vestiário festivo depois do jogo somente de cuecas. As demais peças de roupa foram parar nas mãos da torcida eufórica. No vestiário, mais abraços, muitas fotos e uma emocionante roda de agradecimento.

Internacional: Lauro; Bolívar, Danny Morais, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro), Andrezinho (Gustavo Nery) e D´Alessandro; Alex (Taison) e Nilmar. Técnico: Tite. Estudiantes: Andújar; Angeleri, Alayes, Desábato e Cellay; Braña, Ibérbia (Perez), Verón (Moreno y Fabianesi) e Benitez; Boselli e Fernandez (Calderon). Técnico: Leonardo Astrada. Gols: Alayes (E), aos 20min do segundo tempo do tempo normal, Nilmar (I), aos 8min do segundo tempo da prorrogação. Público: 51.803 / Renda: R$ 1.043.995,00

-Heróis da Conquista
Alex: De operário a maestroFernandão, símbolo das conquistas da Libertadores e do Mundial, foi embora em junho e deixou um buraco na alma dos torcedores. Mas também deixou seu espírito de liderança com Alex.
Aos 27 anos, o meia que era um jogador operário naquele Inter de 2006 transformou-se no maestro do time. Jogou tanto em 2008 que obrigou a estrela D'Alessandro oferecer-se para atuar pelo lado direito do campo e ajudar na marcação. Até o jornal argentino Olé rendeu-se ao meia colorado. Depois de eliminar o Boca Juniors e bater o Estudiantes, em La Plata, os hermanos destacaram: “Alex. De novo.”
Nilmar: O retorno do artilheiroHá dois anos a carreira de Nilmar estava estagnada. As duas graves lesões nos joelhos trouxeram consigo a desconfi ança de que ele jamais seria o jogador veloz e habilidoso de outrora.
Aos poucos, Nilmar superou as dores musculares e aprimorou o preparo físico. E em jogos como contra Boca Juniors, Chivas e Estudiantes, Nilmar mostrou que estava de volta. Foi o responsável pela vitória em La Plata, ao vencer Desábato na corrida e sofrer o pênalti. Revelado nas categorias de base do Beira-Rio, Nilmar cumpriu sua missão.
D’Alessandro: Dá-lhe cabeção Craque, guerreiro, habilidoso, e até meio maluco, desde que chegou ao Gigante, o argentino ganhou o respeito e a admiração da torcida colorada. Após uma passagem apagada pela Europa, D'Alessandro buscava em Porto Alegre retomar sua carreira. E o talentoso argentino não decepcionou. “El Cabezon” impôs respeito aos adversários.
No Chile, contra o Universida Católica, foi uma espécie de relações públicas do Inter. Na Bombonera e em La Plata, comandou o show. Provocou seus compatriotas, cadenciou o jogo e ajudou Alex a decidir o título para o Inter. O argentino de piercing no lábio e cabelo moicano descolorido entrou para a história do clube.
Lauro: Gigante no gol Imagine o peso de substituir Clemer, um dos heróis colorados no Mundial e na Libertadores. Aos 28 anos, Lauro foi dispensado pelo Cruzeiro.
E no Inter surpreendeu a todos. Lauro assumiu o gol no mata-mata contra o Boca Juniors, e ganhou a confiança da torcida. Mas agigantou-se e tornou-se soberano em um ponto fraco do Inter na temporada: a bola aérea. Em La Plata, foi perfeito, e ficou na história.
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