Libertadores 2006

A Conquista da América

Foi uma longa jornada pela América. O time do técnico Abel Braga superou seis adversários diferentes em 14 partidas para conquistar o inédito título para o clube colorado. Na fase classificatória, o Inter ficou no Grupo 6, ao lado do Maracaibo (Venezuela), Pumas (México) e Nacional (Uruguai).
A equipe colorada obteve a segunda melhor campanha da competição na primeira fase, ficando atrás somente do Vélez Sarsfield da Argentina, que acabou sendo eliminado nas quartas-de-finais.
Com isso, o Inter teve sempre a vantagem de jogar em casa a partida de volta a partir das oitavas-de-final. Na grande final, o capitão Fernandão teve o privilégio de erguer o troféu da maior conquista da história dos 97 anos do clube no gramado sagrado do Beira-Rio. Nada mais justo, já que a torcida colorada sempre acreditou que este dia chegaria.

Os números da campanha na Libertadores 14 Jogos 8 Vitórias 5 Empates 1 Derrota 24 Gols marcados 10 Gols sofridos | Em casa 7 Jogos 5 vitórias 2 Empates Derrotas: - 16 Gols marcados 4 Gols sofridos |
Fora de casa | Goleadores Fernandão: 5 Rentería: 4 Michel e Rafael Sobis: 3 |
A estréia

Maracaibo 1x1 Inter (16/02/2006)
Maracaibo: Angelucci; Héctor Gonzáles, Bovaglio, Fuenmaryor e Martinez (Yori); Pedro Fernandez, Andree Gonzáles, Garcia (Figueroa) e Beraza; Cásseres (Guerra) e Giancarlo Maldonado. Técnico: Carlos Maldonado.
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Edinho, Tinga (Jorge Wagner) e Michel (Adriano); Iarley (Perdigão) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Local: Estádio José Pachencho Romero, em Maracaibo, Venezuela.
Estréia no Beira-Rio com goleada sobre o Nacional

A primeira partida da Libertadores 2006 no Beira-Rio foi contra o Nacional do Uruguai. O Inter venceu por 3 a 0 e deu um show diante da torcida. Michel, Fernandão e Rubens Cardoso marcaram os gols da vitória que colocou o Inter na liderança do Grupo 6, com 4 pontos.
Inter 3x0 Nacional (23/02/2006)

Internacional: Clemer; Ceará, Fabiano Eller, Bolívar e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão, Tinga (Adriano) e Michel (Mossoró); Iarley (Jorge Wagner)e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Nacional: Bava; Paniagua, Jaume, Victorino e Daniel Leites; Vanzini, Brítez, Martínez (Mansilla) e Albín (Franco); Garcés e Castro. Técnico: Martín Lasarte.
Gols: Michel (I), aos 20 minutos do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 22min30seg do primeiro tempo, e Rubens Cardoso (I), aos 43min do segundo tempo. Cartões amarelos: Adriano (I); Victorino e Mansilla (N). Expulsão: Jaume (N). Público: 31.178. Renda: R$ 369.197,00. Arbitragem: Horacio Elizondo, auxiliado por Rodolfo Otero e Darío García (trio argentino). Local: Estádio Beira-Rio
Inter heróico no México
O Internacional venceu o Pumas por 2 a 1, de virada, em partida disputada na Cidade do México, válida pela terceira rodada da Libertadores. A torcida colorada ficou acordada até tarde em virtude do fuso horário entre Brasil e México para assistir à vitória que manteve o Inter na liderança do Grupo 6. Lopez marcou para os mexicanos no primeiro tempo, mas Rentería, que entrou na etapa final e mudou o jogo, e Fernandão viraram para o Inter. Foi uma vitória que evidenciou o que seria uma constante da equipe até o final da competição: buscar sempre a vitória, mesmo atuando fora de casa.
Pumas 1x2 Inter (8/03/2006)
Pumas: Bernal; Castro, Beltran, Moreno e Torres (Morales); Galindo, Leandro Augusto (Palácio), Lopez e Victorino; Roma (Botero) e Marioni. Técnico: Miguel España.
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso (Jorge Wagner); Fabinho, Edinho (Mossoró), Tinga e Iarley; Michel (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Local: Estádio Universitário, na Cidade do México.
Virada espetacular no Beira-Rio

O início do returno da fase classificatória foi marcado por fortes emoções. A torcida colorada empurrou o Inter para uma virada espetacular contra o Pumas, no Beira-Rio. Diante de 43 mil pessoas, o time de Abel Braga derrotou o time mexicano por 3 a 2, de virada, e manteve a liderança do Grupo 6 com 10 pontos. O Pumas chegou a estar vencendo por 2 a 0 com gols de Galindo e Botero até que Michel descontou para o Inter no final do primeiro tempo. Fernandão empatou aos 7min55seg do segundo tempo e Adriano marcou o terceiro gol aos 30min30seg da etapa final.
Inter 3x2 Pumas (22/03/2006)

Abel ao final do jogo declarou: “Foi fantástico. Ninguém arredou o pé, ninguém parou de incentivar. Os jogadores se sentiram orgulhosos de fazer parte deste clube. O torcedor sentiu que o resultado era injusto e incentivou o tempo todo. Sofremos, mas tivemos a competência necessária para virar o resultado.”, analisou o técnico Abel Braga.

Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão (Mossoró), Tinga e Iarley (Rentería); Michel (Adriano) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Pumas: Bernal; Castro, Palácios e Moreno; Morales (Velarde), Galindo, Spinoza, Botero e Salinas; Roma (Hernandez) e Marioni. Técnico: Miguel España.
Renda: R$ 498.175,00. Público: 42.528 (37.593 pagantes). Local: Estádio Beira-Rio.

Empate no dia dos 97 anos

No dia que completou 97 anos, o Internacional empatou em 0 a 0 com o Nacional, em Montevidéu, em partida válida pela quinta rodada do Grupo 6 da Libertadores. Com o resultado, o time colorado manteve a liderança do Grupo com 11 pontos e ficou muito próximo da classificação para as oitavas-de-final da maior competição do continente sul-americano.
Nacional 0x0 Inter (4/4/2006)
Nacional: Bava; Victorino, Jaume, e Leites; Vanzini, Viana, Vázquez e Delgado (Albin); Marques, Juarez (Suarez) e Castro. Técnico: Martín Lasarte.
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Tinga, Adriano e Michel (Mossoró); Iarley (Jorge Wagner) e Rentería (Rafael Sobis). Técnico: Abel Braga.
Estádio Parque Central, em Montevidéu (Uruguai).
Classificação com goleada

O Internacional derrotou o Maracaibo por 4 a 0 no Beira-Rio, em partida válida pela última rodada do Grupo 6 da Libertadores, e avançou para as oitavas-de-final da competição como líder do grupo com 14 pontos. O Inter também assegurou a segunda melhor campanha da primeira fase. Os gols foram marcados por Adriano, Bolívar, Michel e Rentería. Nas oitavas, o time de Abel Braga volta a enfrentar o Nacional do Uruguai.
Inter 4x0 Maracaibo (18/4/2006)
Internacional: Clemer; Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Perdigão, Tinga (Iarley) e Adriano (Michel); Rafael Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Maracaibo: Angelucci; Martinez, Bovaglio, Fuenmayor e Yori; Gonzalez, Fernandez, Berazza e Figueroa (Hector Gonzalez); Cásseres (Garcia) e Castellin (Maldonado). Técnico: Carlos Maldonado.
Renda: R$ 115.259,00. Público:17.001 (14.479 pagantes). Local: Estádio Beira-Rio.
OITAVAS-DE-FINAL
Vitória histórica no Uruguai de virada

O Internacional venceu o Nacional por 2 a 1, de virada, em Montevidéu, no Uruguai, no jogo válido pelo confronto de ida das oitavas-de-final da Libertadores. O time uruguaio marcou primeiro com Vanzini, mas Jorge Wagner, de falta, e Rentería, em um gol antológico, viraram para o Inter. O time colorado terminou a partida com dois jogadores a menos depois de expulsões de Rentería e Ediglê. O Inter pode até perder por 1 a 0 para avançar à próxima fase.

Nacional 1x2 Inter (27/4/2006)
Nacional: Bava; Jaume, Victorino e Pallas; Vázquez (Suarez), Vanzini, Brítez, Albín e Viana (Martinez); Márquez (Juarez) e Castro. Técnico: Martin Lasarte.
Internacional : Clemer; Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Adriano (Michel) e Alex (Ediglê); Rafael Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Local: Estádio Parque Central, Montevidéu, Uruguai.
Inter avança às quartas-de-finais
Com um empate sem gols contra o Nacional, no Beira-Rio, o Inter se classificou para as quartas-de-final da Libertadores, já que havia vencido por 2 a 1 no Uruguai. O time colorado enfrenta a Liga Deportiva Universitária (LDU), do Equador, na próxima fase.
Inter 0x0 Nacional (3/5/2006)
Internacional: Clemer; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Adriano (Michel) e Alex (Perdigão); Mossoró (Iarley) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Nacional : Bava; Jaume, Victorino e Pallas; Vázquez, Vanzini, Brítez (Márquez), Albín e Viana; Suarez (Suarez) e Castro. Técnico: Martin Lasarte.
Renda: R$ 284.201,00. Público: 30.459 (26.225 pagantes).
Inter perde a invencibilidade no Equador

Foi um dos momentos mais difíceis do Inter na Libertadores 2006. A equipe colorada conheceu a primeira e única derrota na competição diante da LDU, em Quito, no Equador. O lateral Jorge Wagner abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas Delgado e Graziani viraram na etapa final. Com o resultado, o Inter precisa de uma vitória de 1 a 0 para avançar às semifinais. A partida de volta seria disputada somente depois da Copa do Mundo da Alemanha.
LDU 2x1 Inter (10/5/2006)
LDU : Mora; Reasco, Espinoza, Espínola e Ambrosi; Urrutia (Candelario),Vera, Méndez e Palácios (Graziani); Murillo (Guerron) e Delgado. Técnico: Juan Carlos Oblitas.
Internacional : Marcelo Boeck; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Perdigão (Ceará) e Alex (Rubens Cardoso); Michel e Fernandão (Rentería). Técnico: Abel Braga.
Local: Estádio La Casa Blanca, Quito, Equador.
Inter fulminante!
Depois da frustação brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, a torcida colorada reencontrou-se com as emoções da disputa da Libertadores no Beira-Rio. Após mais de dois meses de preparação para a partida decisiva contra a LDU, o Inter foi para o tudo ou nada na busca pela vaga nas semifinais da maior competição da América do Sul. Foi uma das partidas mais aguardada pelos colorados, que ansiosos, esperavam pela reversão do resultado negativo de Quito: o Inter precisava vencer por 1 a 0.
Os primeiros 45 minutos foram marcados por muita disputa em campo, mas o gol não saiu. Com uma atuação sensacional na etapa final, o time de Abel Braga venceu a LDU por 2 a 0 e avançou para as semifinais. Os gols foram marcados por Rafael Sobis e Rentería. Para chegar à tão sonhada final, o Inter teria que passar antes pelo Libertad do Paraguai.
Inter 2x0 LDU (19/7/2006)

Internacional: Clemer; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Fabinho, Edinho, Tinga (Adriano) e Alex (Perdigão); Fernandão e Rafael Sobis (Rentería). Técnico: Abel Braga.
LDU: Mora; Reasco, Espínola, Espinoza e Ambrosi; Obregón (Murillo), Vera (Candelário), Urrutia, Mendez (Graziani) e Palacios; Delgado. Técnico: Juan Carlos Oblitas.
Gols: Rafael Sobis, aos 6min30seg do segundo tempo, Rentería, aos 41min50seg do segundo tempo.
Público: 39.560. (26.782 sócios). Local: Estádio Beira-Rio.
Ficou tudo para o Beira-Rio

O Internacional empatou em 0 a 0 com o Libertad, em Assunção, no Paraguai, no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores da América. Num jogo muito parelho com chances para ambos os lados, o empate acabou sendo justo. O time colorado precisava vencer por qualquer escore no jogo de volta, no Beira-Rio, para avançar às finais da competição.

Libertad 0x0 Inter (27/7/2006)
Libertad: Gonzalez; Bonet, Sarabia, Balbuena e Hidalgo; Aquino (Samudio), Villareal, Riveros e Guiñazu (Cáceres); Gamarra (Romero) e Lopez. Técnico: Gerardo Martino.
Internacional: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho (Wellington Monteiro), Fabinho, Alex (Iarley) e Jorge Wagner; Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Local: Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai.
Inter garante vaga na final da Libertadores!!!

Empurrado por uma torcida excepcionalmente entusiasmada, a ponto de ter emocionado o técnico Abel Braga, o Inter começou a partida tentando meter pressão e empurrar o time paraguaio para dentro de sua grande área.


O time colorado entrou em campo sob uma festa espetacular da torcida com canções, gritos, aplausos e fogos de artifício. Os jogadores receberam uma carga de adrenalina ainda maior ao se depararem com as arquibancadas tomadas pelo vermelho de mais de 50 mil torcedores.
O Libertad começou com uma alteração tática: o time passou do 4-4-2 para o 3-5-2, entrando Cáceres na zaga e saindo Aquino. O Inter foi a campo com a mesma equipe que atuou diante dos paraguaios em Assunción. No lugar de Tinga, o técnico Abel Braga escalou Índio na zaga, passando o time para o 3-5-2 também.
Com uma estupenda vitória de 2 a 0 sobre o Libertad do Paraguai, o Inter se classificou para a tão sonhada final da Libertadores da América.
Alex e Fernandão marcaram dois golaços e fizeram o Beira-Rio explodir de alegria. A final da maior competição do continente será realizada entre dois times brasileiros pela segunda vez consecutiva. Para erguer a taça de campeão da América, o Inter terá que superar o atual campeão do mundo São Paulo.

Inter 2x0 Libertad (3/8/2006)
Internacional : Clemer; Índio (Wellington Monteiro), Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Fabinho (Rentería), Alex (Perdigão) e Jorge Wagner; Sobis e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Libertad: Gonzalez; Cáceres, Sarabia e Balbuena; Bonet, Villareal (Aquino), Riveros, Guiñazu e Hidalgo (Romero); Gamarra (Samudio) e López. Técnico: Gerardo Martino.
Renda: R$ 585.715,00. Público: 50.548 (44.064 pagantes).Local: Estádio Beira-Rio.
Vitória épica: Inter vence São Paulo no Morumbi

Esta partida ficará guardada para sempre nos corações colorados. O Inter não se intimidou com os cerca de 70 mil são-paulinos que lotaram o Morumbi e venceu o primeiro jogo das finais da Libertadores por 2 a 1. O atacante Rafael Sobis marcou os dois gols e foi o destaque da histórica vitória. Edcarlos descontou para o São Paulo. Cerca de 3,5 mil torcedores colorados assistiram à apoteótica vitória do time do técnico Abel Braga das arquibancadas do estádio paulista. Na partida de volta, no Beira-Rio, um empate serve para o Inter conquistar o título inédito.

São Paulo 1x2 Inter (9/8/2006)
São Paulo: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos (Aloísio); Souza, Mineiro, Josué, Danilo (Lenílson) e Júnior; Leandro (Richarlyson) e Ricardo Oliveira. Técnico: Muricy Ramalho.
Internacional: Clemer; Ceará (Wellington Monteiro), Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Alex (Índio) e Tinga; Rafael Sobis (Michel) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Renda: R$ 3.382.655,00. Público: 71.745 pagantes. Local: Morumbi, em São Paulo.

Inter é campeão da Libertadores num jogo emocionante!!

A semana que antecedeu a grande final da Libertadores da América foi marcada por muita expectativa. Não se falava em outra coisa em Porto Alegre. Seis dias antes do confronto decisivo contra o São Paulo já havia torcedores acampados no pátio do Beira-Rio aguardando pela venda dos ingressos. Na noite do dia 16 de agosto de 2006, o Gigante foi invadido pela massa colorada. Ávida pela conquista do título, a torcida vermelha transformou a ansiedade em confiança e empurrou o time de Abel Braga rumo à conquista do continente sul-americano.

Foi uma partida antológica. O time colorado conquistou o título com um empate dramático por 2 a 2 . Os gols do Inter foram marcados por Fernandão e Tinga. Fabão e Lenílson fizeram os gols paulistas. O Inter jogou os últimos 27 minutos com um jogador a menos porque Tinga foi expulso. Com o apito final, a festa tomou conta do Gigante, que radiante de alegria, venerou emocionado os campeões da América!

Inter 2x2 São Paulo
Internacional: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel) e Jorge Wagner; Sobis (Ediglê) e Fernandão. Técnico: Abel Braga
São Paulo: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos (Alex Dias); Souza, Mineiro, Richarlyson (Tiago), Danilo (Lenilson) e Júnior; Leandro e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho.
Público: 57.554 (8.656 pagantes e 43.915 sócios). Renda: R$ 719.365,00. Local: Estádio Beira-Rio.

Fernandão."Olha, não tem nenhuma estrela. Começa por aí. Um grupo de bons jogadores, mas sem nenhuma estrela. Um grupo sem vaidade. Ninguém queria ter mais gols, ninguém queria aparecer mais que os outros, enfim, ninguém queria ser “o cara do time”. Durante o tempo todo da Libertadores, o time lutou bastante, correu, brigou, foi unido. Os intervalos eram prova disso, sempre conversávamos para ajustar. Dentro de campo os jogadores da frente brigavam para que a defesa afastasse e eles respondiam lá de trás pedindo para que ajudássemos na marcação. Isso fez com que o time fosse criando cara. E a cada jogo, fomos vendo que o empenho estava sendo recompensado. Acho que essas foram as principais características da equipe durante toda a Libertadores. Essa vontade de ganhar, todo mundo se doando ao máximo, todo mundo marcando duro, chegando junto. O equilíbrio esteve sempre no grupo, nunca no individual."




