Clássico Gre-Nal

Gre-Nal: cultura do povo gaúcho, maior clássico do Brasil
Gre-Nal é, talvez, a maior paixão do povo gaúcho. Nada mais motiva, nada mais mexe com as questões mais profundas da alma do Rio Grande do Sul que o encontro dos dois maiores clubes do estado. E para a maior torcida do Rio Grande, falar em Gre-Nal é falar de Inter, falar do clube que possui a supremacia nos números e na história do clássico. Falar de uma partida que está desde 1909, quando se enfrentaram pela primeira vez, o jogo se tornou um marco para as duas torcidas. Aonde quer que existam um gremista e um colorado, dia de Gre-Nal é sagrado. Não importam os compromissos particulares, profissionais ou familiares, todas as atenções serão sempre voltadas para a partida de futebol. E nada mais justo que o maior vencedor do clássico tenha sua história contada também pelo Gre-Nal.
O Internacional superou o Grêmio na década de 40, época do lendário "Rolo Compressor". No clássico de número 88 superava o tricolor no número de gols, e no jogo seguinte, o Colorado assumia a ponta no critério de vitórias para nunca mais perdê-la. É colorado o recorde de partidas invicto: 17 jogos na década de 70. É também colorado o maior artilheiro da história dos clássicos, o inesquecível Carlitos: o atacante marcou 42 gols em 62 clássicos disputados. Para completar, o Internacional sempre venceu em jogos decisivos ou cercados de circunstâncias especiais. Foi assim na inauguração da nova bandeira do Grêmio (7 a 3) e na inauguração do Olímpico (6 a 2).
No aniversário de 200 anos de Porto Alegre, o colorado também se saiu vitorioso. Somente em 2004, o Internacional venceu o Grêmio no dia do seu aniversário (2 a 1 pelo Gauchão dia 4 de abril), e no aniversário do rival (2 a 0 pela Copa Sul-Americana no dia 15 de setembro), feito homenageado pelos torcedores com um irônico e bem-humorado "Parabéns pra você". E, é claro, acabou sendo colorado o milésimo gol em Gre-Nais.
Foi também o Inter o primeiro, time a superar a barreira dos 500 gols no clássico com um gol de Almir em 1999. Quando a conversa se torna oficial, de jogos eliminatórios, o Internacional é ainda mais superior. Até hoje, os rivais se enfrentaram por três competições nacionais e uma internacional. Em todas deu Inter: Copa União 1988, Copa do Brasil 1992, Seletiva Pré-Libertadores 1999 e Copa Sul-Americana 2004 e 2008. É esta a história da maior torcida do Rio Grande no mais aguerrido clássico do Brasil. Soberana, campeã e acima de tudo, Internacional.
Gre-Nal nas arquibancadas

Desde 1909, quando se enfrentaram pela primeira vez, o jogo se tornou um marco para as duas torcidas. Aonde quer que existam um gremista e um colorado, dia de Gre-Nal é sagrado. Não importam os compromissos particulares, profissionais ou familiares, todas as atenções serão sempre voltadas para a partida de futebol.
O vermelho no Olímpico, o azul no Beira-Rio. Nervosismo, entusiasmo, o clássico tem como característica a emoção: leva a paixão ao nível máximo, a disputa em campo, e festa nas arquibancadas. Um espetáculo a parte.
"Se me perguntam se Gre-Nal é questão de vida ou morte, digo que não. É muito mais que isso. Quando cheguei ao Inter, ria dessa rivalidade, pois ainda não sentia. Sempre respeitei muito o Grêmio, sua torcida, é um grande time, mas meu coração é colorado. Era uma fase melhor do Inter (nos anos 70), mas eles sempre tiveram times bons também. Só perdi um Gre-Nal, que foi amistoso, e todas as vitórias são maravilhosas".
"Não só os jogadores, mas aonde você vá, todos estão vivendo, falando, respirando o Gre-Nal. Você vive aquilo em toda a semana, está sempre ao seu redor. Para mim, jogá-lo era mais motivador que qualquer outro jogo. Disputei Peñarol e Nacional, Colo-Colo e Universidad do Chile, mas a rivalidade não é tanta". Elias Figueroa.
Clássicos marcantes
Gre-Nal dos 4x1: Goleada e chocolate Colorado

Com uma atuação de gala de D’Alessandro, e um gigante com mais de 42 mil colorados, o Inter goleou o Grêmio por 4 x 1 com direito a chocalate e baile no Campeonato Brasileiro de 2008. Antes denominado como novo "Gre-Nal do Milênio" pela imprensa esportiva do RS, foi vencido novamente pelo colorado.
Além disso. O Grenal do dia 28 de Setembro de 2008 entra para a história como a maior goleada em classicos Grenais disputados no Gigante da Beira-Rio.

-GreNal do gol 1000

Foi o início consagração de um ídolo que mais tarde marcaria o seu nome no Inter: Fernandão marcou o milésimo gol da história do Gre-Nal na vitória colorada de 2 a 0. O Estádio Beira-Rio explodiu em um só grito de comemoração. O gol histórico de Fernandão rendeu placa no vestiário e uma edição limitada de camisas alusivas ao feito.
-GreNal dos 5 a 2

O Inter fazia grande campanha no Brasileirão de 1997. O time treinado por Celso Roth liderava o campeonato e não tomou conhecimento do Grêmio: aplicou 5 a 2 em pleno Estádio Olímpico, com uma atuação história de do atacante Fabiano, que desequilibrou o clássico e marcou dois gols.
Depois de conquistar o Gauchão de 1997 em cima do Grêmio, com um golaço de Fabiano na final no Beira-Rio, o Inter saiu de casa para encarar outro clássico. Desta vez, o Gre-Nal era válido pelo Campeonato Brasileiro, no dia 24 de agosto, no Olímpico.
-GreNal do título gaúcho de 1997
Num Beira-Rio lotado, o time liderado por Gamarra, Fabiano & compania conquistaram com uma vitória de 1 x 0 sobre o Grêmio, o título que depois de 3 anos voltava a ser alvi-rubro.
17/11/1992 - INTERNACIONAL 1 X 1 GRÊMIO - Gre-Nal na Copa do Brasil.
Inter e Grêmio se enfrentaram pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de 1992. Depois de eliminar o Corinthians, o colorado pegava os azuis. Era a segunda vez que os rivais se enfrentavam por uma competição eliminatória. No 1° jogo no Olímpico, deu empate: 1 x 1. No Beira-Rio completamente abarrotado, os fatos ocorridos no jogo de ida se inverteram. Foi o Inter quem começou melhor e saiu na frente. Maurício foi até a linha de fundo e cruzou na medida para Gérson fazer 1x 0 para o colorado aos 9 minutos do 2°. O Inter ainda perdeu chances para ampliar o marcador e sofreu o castigo aos 30 minutos, quando Carlinhos empatou a partida.
Com dois resultados iguais, a decisão foi para os pênaltis. O atacante gremista isolou a bola por cima do gol de Fernández. Gérson foi lá e bateu com categoria, Inter 1 a 0. Então foi a vez do viril zagueiro Vílson bater e o grande goleiro paraguaio Fernández pegou a cobrança. O Inter abria grande vantagem. Marquinhos fez 2 a 0, com grande categoria. Então, Fernández se colocou na história do colorado ao pegar a cobrança de Jandir e deixar o Inter a um gol da classificação. O capitão Célio Silva bateu forte e selou a classificação colorada, 3 a 0 nos pênaltis e o caminho para o título inédito da Copa do Brasil estava aberto.
12/02/1989 - INTERNACIONAL 2 X 1 GRÊMIO - O Gre-Nal do Século.
O Gre-Nal 297, foi um dos mais importantes da história, pois quem vencesse passaria às finais do Campeonato Brasileiro de 1988, e conquistaria sua vaga na Libertadores de 1989. O primeiro era no Olímpico e o decisivo no Beira-Rio. A semana que antecedeu ao primeiro Gre-Nal foi de muitas provocações de ambos os lados. Nunca se viu o Rio Grande do Sul tão mobilizado e voltado para o maior acontecimento futebolístico do século para os gaúchos. Por isso, ele foi intitulado por todos os cantos do Brasil de O GRE-NAL DO SÉCULO!
Caso os dois Gre-Nais acabassem empatados, haveria uma prorrogação. No primeiro jogo, empate num jogo tenso e cheio de faltas. O segundo jogo prometia ainda mais emoção, tensão e sofrimento. Se na primeira semana foi provocativa, a segunda foi pior ainda. Dirigentes e imprensa conclamavam as torcidas. Provocação, tensão, nervos a flor da pele. Faltando um pouco mais de seis horas para o início do jogo e já se percebia movimento nas ruas. Uma multidão se encaminhou aquele dia para a batalha. Dentro do estádio o clima era de decisão. Bandeiras, provocações e gritos de guerra encaminhavam a batalha decisiva.
O GRE-NAL DO SÉCULO foi tenso como sempre. No 1° tempo, Marcus Vinícius foi até a entrada da área rubra e chutou cruzado: 1 x 0 pro Grêmio. Antes de acabar o 1°, Casemiro do Inter foi expulso. No 2°, com 1 a menos o Inter começou melhor a etapa final. Nilson empatou, após cruzamento de Edu em cobrança de falta. Aos 26 minutos, a bola é lançada para Maurício, que com um jogo de corpo se livra de dois marcadores, entra livre pela direita e chuta cruzado. A bola vence o goleiro Mazaroppi do Grêmio, até surgir novamente Nilson e marcando o gol quase na linha. Final de jogo: com 1 jogador a menos Inter 2 x 1 Grêmio.
20/04/1969 - INTERNACIONAL 0 X 0 GRÊMIO - A maior pancadaria da história.
A maior pancadaria em Gre-Nal foi a de 1969, que fazia parte dos festejos de inauguração do Beira-Rio. Os gremistas queriam vingança na inauguração do Olímpico em 1954, e entraram no jogo com espírito de vingança. O goleiro do Grêmio, nos 6 x 2 de 1954, Sérgio Moacir Torres Nunes era o treinador em 1969 do Grêmio. Após uma semana de discussões entre dirigentes, o que quase cancelou o clássico. O primeiro tempo começou com o Inter melhor, o Grêmio reagiu e terminaram a primeira metade do jogo sem gols, mas já mostrando violência nas divididas. Na volta para o segundo tempo, Hélio Pires foi expulso aos sete minutos. O jogo continuou sem que os times dessem muita atenção para a bola. Aos 38 do 2°, o goleiro Alberto estava com a bola nas mãos. O lateral Espinosa à frente. Urruzmendi, ponteiro do Inter, correu do risco da grande área em direção aos dois, numa evidente e perigosa rota de colisão. Espinosa deu-lhe as costas para proteger o goleiro. Urruzmendi não quis nem saber. Atropelou Espinosa que caiu e a guerra começou.
Gainete atravessou o campo em linha reta, veloz, e saltou para uma voadora histórica entre os jogadores. Porém errou o bote e caiu no meio dos gremistas. Levou porrada de todos. A esta altura, todos estavam distribuindo e recebendo porradas por todos os lados. O Inter ainda tentou retornar a campo para continuar o jogo. Só então os colorados descobriram que apenas o meio-campista Dorinho não havia sido expulso. Na saída de campo, os repórteres correram para um dos jogadores que mais brigou, o goleiro Gainete, que disse "Aqui nós é que vamos cantar de galo!". E o jogo terminou mesmo 0 x 0.
26/09/1954 - GRÊMIO 2 X 6 INTERNACIONAL - O Primeiro Gre-Nal no Olímpico.
O Grêmio construíra o estádio Olímpico, e no jogo inaugural promovera uma seqüência de jogos. Dia 26.09.1954 estava marcado o mais esperado: Gre-Nal.
O Grêmio consegue manter um certo equilíbrio no primeiro tempo, sendo superado pelo colorado por 2 x 1. Vem o segundo tempo e o Inter "carimba a inauguração" vencendo por 6 x 2. O que destacou o jogo foi o goleiro gremista Sérgio. Após tomar o quarto gol, ele se irritou com a defesa e decidiu sair cabisbaixo de campo.
Enquanto ele saía, um jogador do Inter veio até o arqueiro e disse "Volta covarde, pra tomar mais quatro !". A provocação gerou um tumulto dentro de campo, e como mexeu com os brios do goleiro, ele voltou à campo e tomou mais 2.
17/09/1948 - GRÊMIO 0 X 7 INTERNACIONAL - Gre-Nal dos 7 a 0.
O Internacional aplicou uma antológica goleada de 7 a 0 no Grêmio em 1948, na partida final do campeonato da cidade de Porto Alegre. O jogo foi realizado no campo do clube tricolor. Era a época do "Rolo Compressor", e o Grêmio simplesmente não era páreo para a equipe colorada. Alguns nomes haviam mudado, mas a base de Ivo, Nena, Abigail, Tesourinha e Carlitos estava mantida e o time era quase imbatível. A rapidez das jogadas e os arremates fulminantes do Inter fizeram a rede do Grêmio balançar sete vezes com Villalba (4), Carlitos (2) e Roberto (1). O argentino Villalba, de cabelos cuidadosamente penteados, foi o herói colocado naquela tarde no estádio do Grêmio. Até hoje, esta é a maior goleada da história do Internacional sobre o rival. O Inter jogou com o Rolo Compressor: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Vianna e Abigail; Tesourinha, Beresi, Villalba, Roberto e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
Inter, o maior vencedor do clássico:
Números:
JOGOS: 389
Vitórias INTER: 146
Empates: 120
Derrotas: 123
Gols Pró: 553
Gols Contra: 515
Recorde

O recorde de títulos consecutivos na história do Gauchão é do Inter. De 1969 até 1976, na chamada Era Beira-Rio, o Inter conquistou o octacampeonato. Nesse período, o time que tinha craques como Figueroa, Falcão e Carpegiani, alcançou a marca de 17 clássicos Gre-Nais sem derrota. Veja a seqüência da invencibilidade:
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Inter invencível no mata-mata: 5 a 0
Por cinco vezes consecutiva, o Inter passou pelo Grêmio em confrontos eliminatórios. As partidas disputadas nos dias 13 e 28 de agosto de 2008 valiam uma vaga nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. No primeiro confronto, no Beira-Rio, o Gre-Nal acabou empatado em 1 a 1. No jogo decisivo, no Olímpico, o Inter saiu vencendo por 2 a 0 o clássico 373, mas acabou cedendo o empate no final.O resultado foi suficiente para que a equipe treinada por Tite eliminasse o rival e desse um importante passo rumo ao inédito título que seria conquistado na final contra o Estudiantes, da Argentina. O Inter, definitivamente, é letal em confrontos mata-mata contra o Grêmio.
Em todas deu Inter: Copa União 1988, Copa do Brasil 1992, Seletiva Pré-Libertadores 1999 e Copa Sul-Americana 2004 e 2008.
Gre-Nal, é gre-NAL










