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Amor a camisa, mas que saudade...

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Não é de hoje que Inter ou Grêmio tentam "roubar" jogadores que fizeram sucesso no rival, desde Tesourinha, Batista, Mauro Galvão, Tinga ou Arílson isso acontece e sempre tem um gostinho especial, pois mostra ao seu adversário que aquele "ídolo e ícone de Inter ou Grêmio" também veste a minha camisa, portanto, "vocês não tem nada do que não temos", um pouco do orgulho de torcedor. 
 
Quando o Inter era imensamente mais poderoso e superior que o seu rival, lá pelas bandas de 70 e poucos, o Grêmio foi lá e contratou Batista, Manga, jogadores que marcaram época no Colorado.

Mas qual o motivo para fazerem isso? Porque o Inter possuia uma supremacia, um orgulho, um patamar que certamente incomodava os azuis, eles estavam inferiorizados frente ao nossa tamanho, apenas trata-se de uma tentativa de "levantar" a moral de sua própria torcida e dar uma cutucada na do rival. Portanto, é uma forma de levantar o orgulho inferiorizado frente ao oponente e tentar também, obviamente, fazer um bom time pois são jogadores vencedores e provavelmente de qualidade.
 
Fizemos isso na década de 90, Arílson, Carlos Miguel, entre outros vestiram a camisa vermelha, e certamente são vistos no lado de lá com um prestígio manchado, assim como vemos o Batista hoje em dia, um jogador qualquer, é tudo, menos ídolo nosso, como Figueroa, Falcão ou Fernandão.
 
Não se trata apenas de profissionalismo, não gosto de dar apenas essa razão, pois acho ela com um fraco poder de argumentação, os nazistas eram profissionais legalizados pelo governo, e isso não os fez isentos de qualquer culpa pelos atos mostruosos. Mas sim de um respeito, uma ética pessoal acima da média. Longe de querer acusar qualquer jogador vira-casaca de ser um fascista, muito longe disso (por favor hehehe), mas apenas para ficar claro o que quis dizer: existem profissionais que vestem qualquer camisa, se vendem a qualquer preço, mas não possuem o orgulho de se tornarem eternos por uma multidão apaixonada, de serem convidados na sua velhice para comemorar aquele título tão heróico de outrora, pois toda essa idolatria tem seu preço, e o preço é o respeito de pelo menos não vestir a única camisa que representa tudo aquilo que não admiramos. 
 
Sempre destaco que nesse assunto diferencio jogadores como Tinga, Fábio Rochemback que começaram suas carreiras em algums dos clubes e depois voltaram para o rival, mas de fato nunca foram ídolos identificados apenas com as cores de um ou de outro, mas sim por motivos de sobrevivência, era tudo ou nada. 
 
Ao contrário de jogadores que já possuem um certo renome, que podem escolher e decidir ir para qualquer outro clube brasileiro menos para aquele. Aí sim, vejo como torcedor e é isso que sou, ao fazer isso virar um jogador como qualquer outro.
 
Por isso entoamos com orgulho: Salve Bodinho, Dom Elias e também Falcão, esses sempre se orgulharem de dizer, sou vermelho demais para uma aventura em outras bandas e tem em nossos corações e gritos, nosso ETERNO reconhecimento, esses são os profissionais acima da média.

Perfil Alan

Alan
É porto-alegrense, acompanha o Inter desde os difíceis anos 90 e é assíduo frequentador do Beira-Rio.
Discute as questões da imprensa e da torcida colorada.

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